Cansado de beber, Cuíca parou na praça, sentou no banco, tirou os sapatos, coçou os pés e mandou um beijo para a árvore da frente. Ao acenar para todos que passavam na calçada, fez uma senhora tocar carinhosamente seus braços e perguntar: -Posso fazer algo pelo senhor? -Pode sim! Respondeu Cuíca. Espere aqui sentada comigo. E ela sentou para ouví-lo.- Vê a Terra girando? Minha casa dentro de algumas horas estará aqui na frente. Faço questão que entre pra tomar um café bem gostoso comigo!
Por Maira Garcia
Depois da lua de ontem
Poesia, textos e todas expressões que surgirem para partilhar, sempre depois que a Lua me tocar.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Dê coração.
De dentro do peito caiu no bolso do casaco de couro que passava
Pulou num macacão de jeans e saltou numa calça.
Gostou da calça mas
fugiu do zíper e se amarrou no cadarço.
Quando chegou nos pés se perdeu.
Foi encontrado frio, encostado
num cabide do armário de não se sabe quem,
e voltou a bater bem quente
quando foi coberto deliciosamente
por um vestido.
Por Maira Garcia
Pulou num macacão de jeans e saltou numa calça.
Gostou da calça mas
fugiu do zíper e se amarrou no cadarço.
Quando chegou nos pés se perdeu.
Foi encontrado frio, encostado
num cabide do armário de não se sabe quem,
e voltou a bater bem quente
quando foi coberto deliciosamente
por um vestido.
Por Maira Garcia
Seu Nico e Tina san.
Sempre os encontrava sentados na mureta da calçada da faculdade.
Aposentados e gozando da brisa das manhãs, o casal de orientais
respiravam fundo, quase que meditando no meio da moçada que
fumava no intervalo.
O médico tinha proibido o cigarro para os dois, mas não sabia da
existência daquela calçada.
Por Maira Garcia
Aposentados e gozando da brisa das manhãs, o casal de orientais
respiravam fundo, quase que meditando no meio da moçada que
fumava no intervalo.
O médico tinha proibido o cigarro para os dois, mas não sabia da
existência daquela calçada.
Por Maira Garcia
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Lapso
Eu me lembro muito de você.
Me esqueço muito de você.
Sem você.
Ah, ué.
Eu vivo.
Por Maira Garcia
Me esqueço muito de você.
Sem você.
Ah, ué.
Eu vivo.
Por Maira Garcia
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Ó, minha linda!
Meche o boneco
e ele chacoalha as mãos,
Sorri quem está embaixo,
é a condição,
Olhos grandes,
pontas pretas chamuscantes
Grande angular a anular o instante.
Aonde fica o coração do boneco?
Aonde fica o coração do boneco?
E a dança, marchou,
manchou, deu no pé,
e o no meio do povo,
patrimônio de
unanimidades de paralelepípedos viventes
que o pé descalço sente
a falta que faz um boneco,
Ó, minha linda!
Por Maira Garcia
e ele chacoalha as mãos,
Sorri quem está embaixo,
é a condição,
Olhos grandes,
pontas pretas chamuscantes
Grande angular a anular o instante.
Aonde fica o coração do boneco?
Aonde fica o coração do boneco?
E a dança, marchou,
manchou, deu no pé,
e o no meio do povo,
patrimônio de
unanimidades de paralelepípedos viventes
que o pé descalço sente
a falta que faz um boneco,
Ó, minha linda!
Por Maira Garcia
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Pergunta
Um dia você faz uma pergunta,
que pergunta por você,
O que te interroga, não te junta,
e o que te junta,
não te vê.
Por Maira Garcia
que pergunta por você,
O que te interroga, não te junta,
e o que te junta,
não te vê.
Por Maira Garcia
terça-feira, 22 de maio de 2012
Ins-pira.
O que me mata não é a falta, não.
É a pauta
dessa música
que não sai,
esperando as notas cairem no papel que lhe cabem.
Por Maira Garcia
É a pauta
dessa música
que não sai,
esperando as notas cairem no papel que lhe cabem.
Por Maira Garcia
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