segunda-feira, 21 de junho de 2021

E o vapor das bocas,

e não sobrou
muita conversa.
O que corre fora,
o que corre dentro,
eu não verso.
O vapor que só
se enxerga
no inverno.

20 de junho de 2018, postado no Facebook

o tempo e a saudade
colocam tudo no lugar.

21 de junho de 2019

Não me despeço

mais de quem vai.
Tenho educação,
mas tenho medo.
E morro de vontade
que tudo isso
passe.

21 de junho de 2020, postado no Facebook

domingo, 20 de junho de 2021

Se despede

de quem ama
e nas palavras
todas as impossibilidades.

Fomos poupados

da noite
e de toda saudade.
Estamos naquela parte
que o que era pra acontecer
ficou em ad libitum,
porque quem escrevia
quis assim.
E assim ficamos
nas ruas
que eram nossas
até o fim dos dias.
Porque era essa
a nossa sina.
(3 de janeiro de 2019, postado no Facebook)

O Sol que nasce prata,

cresce ouro,
dorme bronze.

Desculpe a mania,

declamar na hora
de calar,
falando em demasia.
Desculpe a mania.
Que a boca não sabe
fazer outra coisa.
É uma timidez
disfarçada
diante da vontade
de beijar.
Seria mais fácil calar,
e fazer com você poesia.

20 de junho de 2018 no Facebook