quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

 


amar quem a gente não pode amar
quem amar a gente não pode amar
a gente não pode amar quem amar
não pode amar amar quem a gente
pode não amar quem a gente amar
amar não pode quem a gente amar

27 de janeiro de 2021

 


No dia que escurece
Antes que chova
É noite.


27 de janeiro de 2021

 


Sofia não dormia mais com Seu Divan,
largou tudo e foi embora
com a tal da poesia escondida no sutiã.

27 de janeiro de 2019

 


Ando meio diferente
no meio dos pedestres.
Ando meio diferente,
mas o coração anda batendo
do mesmo jeito.
Ando meio diferente,
e o tempo anda o mesmo.
E você que ainda não apareceu
pra ver que eu ando diferente
sem você.

27 de janeiro de 2019

Quem bebe da fonte 

diz onde. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

 

No ano 2000, entrou num café em Salvador, em pleno verão.
Mania de paulista.
Tempo que se escrevia o celular na notinha que ficava pro caixa.
E ele no caixa.
Ela não viu nem o rosto
mas gostou mesmo assim.
O cara se espantou por ela reclamar
não ver entre os bonecos escritores expostos no café,
artistas da Bahia,
nenhuma mulher.
Disse que foi a primeira que reclamou.
Ficou encantado.
No último dia do carnaval,
o namorado da moça sumiu
na Castro Alves.
E deixaram na caixa postal dela.
"Se você estiver sozinha me liga."
Achou que era zoeira e não percebeu quem era.
Acabou o namoro com o carnavalesco.
Em São Paulo caiu a ficha que o recado era do caixa.
Pediu pra amigos o procurarem quando estivessem em Salvador.
Mas o café fechou.
Naquele tempo nem tinha memória de número na caixa postal.
O caixa sumiu,
não era mais carnaval.

 


Pares de íris dos olhos se tocaram.
(por acidente)
Dentro dos castanhos.
Se cruzaram e nasceu o improvável.
Um céu azul.